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Escritaria abre portas à cultura cabo-verdiana com Germano de Almeida

por admin

Prémio Camões 2018 será figura de destaque em Penafiel durante vários dias

De 24 a 31 de outubro, mas com maior incidência e actividades entre 27 e 31 de outubro, Germano de Almeida que é Prémio Camões 2018, honra Penafiel com a sua presença e será o autor homenageado este ano.

Depois de Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís, Mia Couto, António Lobo Antunes, Mário de Carvalho, Lídia Jorge, Mário Cláudio, Alice Vieira, Miguel Sousa Tavares, Pepetela, Manuel Alegre e Mário Zambujal, Penafiel recebe a Vida e Obra de Germano Almeida.

A 14º edição do único festival literário, em Portugal, que se dedica a homenagear um escritor vivo de língua portuguesa vai realizar-se presencialmente, mas também online.

A cidade de Penafiel voltará a estar “contaminada” com literatura em todos os cantos e recantos, e das mais variadas formas. Além da transformação habitual da cidade em torno do escritor homenageado e da sua obra – com alusões nas montras, exposições, arte de rua, teatro, música, apresentação de livros – a Escritaria contará ainda com algumas surpresas em torno da obra de Germano Almeida e da lusofonia.

Germano Almeida, um dos mais proeminentes escritores em língua portuguesa, terá silhueta e frase em Penafiel para memória futura, a par com os anteriores homenageados.

Para Antonino de Sousa, Presidente da Câmara Municipal de Penafiel, “nesta edição voltamos a olhar para a Lusofonia, sendo o terceiro autor africano de língua portuguesa que teremos a honra de receber. Cada vez mais a Escritaria procurará convidar autores que habitualmente estão longe de nós, por razões geográficas. O futuro deste grande festival literário passará também cada vez mais pela internacionalização e por levar o nome Escritaria para fora de Portugal.”

Germano Almeida nasceu na ilha da Boa Vista em 1945, publica as primeiras estórias na revista Ponto & Vírgula, assinadas com o pseudónimo de Romualdo Cruz. Estas estórias foram publicadas em 1994 com o título A Ilha Fantástica, que, juntamente com A Família Trago, 1998, recriam os anos de infância e o ambiente social e familiar na ilha da Boa Vista. Mas o primeiro romance publicado por Germano Almeida foi O Testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo, em 1989, que marca a rutura com os tradicionais temas cabo-verdianos.

O Meu Poeta, 1990, Estórias de Dentro de Casa, 1996, A Morte do Meu Poeta, 1998, As Memórias de Um Espírito, 2001 e O Mar na Lajinha, 2004, formam o ciclo mindelense da obra do autor.

O Dia das Calças Roladas, 1992, e Os Dois Irmãos, 1995, têm por base histórias verídicas, no ambiente rural de Santo Antão e São Tiago. Estórias Contadas, 1998, e Dona Pura e os Camaradas de Abril, 1999, o mais pícaro dos seus romances, Viagem Pela História das Ilhas, 2003, Eva, 2006, A Morte do Ouvidor, 2010, Do Monte Cara Vê-se o Mundo, 2014, Regresso ao Paraíso, 2015, O Fiel Defunto, 2018 e O Último Mugido, 2020, completam a obra publicada por Germano Almeida.

As suas obras estão publicadas no Brasil, França, Espanha, Itália, Alemanha, Suécia, Holanda, Noruega e Dinamarca, Cuba, Estados Unidos, Bulgária e Suíça.

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